
A administração Biden deu a Israel até meados de março para assinar uma carta, fornecida pelos EUA na terça-feira, que dá garantias de que cumprirá o direito internacional ao usar armas dos EUA e permitirá a entrada de ajuda humanitária em Gaza, disseram três autoridades dos EUA e de Israel à Axios. As garantias são agora uma exigência de um memorando emitido no início deste mês pelo presidente Biden. Embora não destaque Israel, a nova política surgiu depois de alguns senadores democratas expressarem preocupação com a campanha militar israelita em Gaza. Se as garantias não forem fornecidas dentro do prazo, as transferências de armas dos EUA para o país serão interrompidas. O memorando de segurança nacional, publicado em 8 de Fevereiro, afirma que antes de fornecer armas aos EUA, um país deve dar aos EUA "garantias escritas credíveis e fiáveis" de que utilizará tais armas de acordo com o direito humanitário internacional. Salienta também que um país que utilize armas dos EUA em zonas de conflito precisa de fornecer "garantias escritas credíveis e fiáveis" de que "facilitará e não negará arbitrariamente, restringirá ou impedirá de outra forma, directa ou indirectamente, o transporte ou entrega de armas dos Estados Unidos assistência humanitária e esforços internacionais apoiados pelo Governo dos Estados Unidos para fornecer assistência humanitária."